sábado, 30 de julho de 2011

Artigo aceito para publicação

"Sexta-feira, 29 de Julho de 2011 9:45:39
Prezado Prof. Dr. Wilson  Correia,
Informamos que seu trabalho "O que é conservadorismo em educação?" foi aceito nesta data, por esta revista Conjectura: filosofia e educação, para ser publicado. Informamos, ainda, que a publicação foi agendada para o v. 17, n. 2, maio-ago. 2012.
Att.,
Prof. Dr. Everaldo Cescon
Co-editor"

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Que é isto, a leveza?

Um caso a mais

Margareth Menezes & Luís Represas

 Composição: Luis Represas

Enquanto foi só um bom momento deu
Enquanto foi só um pensamento meu Deus
Deu só num caso forte a mais.
Enquanto se achava graça ao que se escondeu
E a horas eram mais longas do que a verdade fez
Pra ser só outro caso mais.
Enquanto for só ternura de Verão,eu vou
Enquanto a excitação der para um carinho,eu dou.
Traz
Uma leveza
Ah, mas com certeza
Eu dou
Um outro melhor bom dia
Trocamos o vento norte por vento sul
Enquanto demos risadas foi-se o azul
Nem sei qual deles foi azul demais.
Mas não ficará só a sensação de cor
Nem sei o que o coração irá dizer de cor
Se o Inverno for, depois, duro demais
Enquanto for só ternura de Verão, eu vou
Enquanto a excitação der para um carinho, eu dou
Traz
Uma leveza
Ah, mas com certeza
Eu dou
Um outro melhor bom dia
Enquanto for só ternura de Verão, eu vou
Enquanto a excitação der para um carinho,eu dou
Traz
Uma leveza
Ah, mas com certeza
Eu dou
Um outro melhor bom dia
Uma leveza
Ah, mas com certeza
Eu dou
Um outro melhor bom dia (2X)
Bom dia, bom dia

Somos o impossível

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Ismália: o caso dos servidores das IFES

Wilson Correia

O capitalismo leva mesmo a sério o lema “Dividir para governar”. Fazer justiça no que respeita à produção e apropriação da riqueza material é o que menos importa. Os servidores das IFES que o digam.

Hoje, o Brasil deixou de ser visto pelo mundo como um país pobre. Fala-se em “Brasil-potência”, “grande”, “rico”. Talvez nosso país esteja, na verdade, para uma Ismália: mistura de Islândia, primeiro IDH do mundo de 2011, com Somália, país que encontra-se às voltas com a morte por conta da fome que afeta milhões de pessoas.
Na Ismália o capital segue ativo e operante. Sua lógica baseada no lucro e na acumulação (à custa da expropriação) permanece alimentando a injustiça e alquebrando a liberdade. Só para ficar em alguns casos mais visíveis, é bom lembrar que:
1 Na Ismália a educação não é prioridade. Há quase dois meses de greve dos trabalhadores técnico-administrativos das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) -que parece um bom negócio para o governo porque com tudo parado as despesas com custos também deixam de correr- o governo não dialoga consequentemente com os grevistas. A política da “rolagem da greve” leva a reuniões para marcar outras reuniões e, assim, os servidores técnico-administrativos das IFES continuam sem entender a razão pela qual recebem pouco mais de 1 (um) mil reais mensais enquanto um motorista do judiciário ganha 7 (sete) mil reais por mês. E o caso dos professores e professoras, como estamos constatando todos os dias, não é diferente.
2 Na Ismália o piso salarial dos professores federais é inferior ao piso salarial dos ensinantes estaduais. Não há qualquer preocupação com a isonomia nesse setor e, justamente pelo fato de a educação não ser prioridade, a “rolagem” da situação também violenta os docentes. Não é sem motivo que dias atrás, em Maringá, no Paraná, os representantes das universidades federais decidiram reforçar a luta salarial de 2011, seguindo os técnico-administrativos, os quais optaram por continuar o movimento paredista que sustentam a quase 60 dias.
3 Na Ismália, pelo fato de a educação não ser prioridade, embora o Estado seja o responsável por gerir a riqueza material produzida (essa que deveria ir para os cofres do bem comum, da coisa pública e destinada a setores estratégicos como saúde, segurança e educação, visando a garantir direitos) esse mesmo Estado tem o desplante de oferecer 4 (quatro) bilhões a um único empresário para que ele incremente seu lucro e acumulação individual, justamente no momento em que se nega a ceder e fazer-se um pouco mais humano com os servidores da educação.
4 Na Ismália os professores (que convivem com uma lei salarial injusta) ainda estão sendo ameaçados de terem seus vencimentos congelados por dez anos, tudo para economizar 50 bilhões “a qualquer custo”, mesmo que isso ceife a vida de muitas pessoas por falta de saúde, segurança e, indiretamente, de educação, longe, pois, do melhor posicionamento democrático e republicano.
Creio que esses exemplos bastam por ora. Qualquer estudo mais aprofundado mostrará facetas inomináveis dessa excrescência chamada injustiça, na qual os trabalhadores da educação estão sendo mantidos, também “a qualquer custo”. É fato que o Estado da Ismália não leva em conta que a produção e a distribuição de riqueza podem e devem seguir regras justas e equinânimes.
Tanto que, nos últimos tempos, graças ao trabalho dos ismalienses não estacionados na condição de parasitas ou de fruidores de privilégios, houve certa melhoria nos indicativos sobre disparidades salariais. Entretanto, não se sabe ao certo a quantas anda a desigualdade entre quem tem apenas a força de trabalho (salário e benefício social) e quem dispõe de outros tipos de bens e pode se valer de diversas rendas (aluguéis, lucro, juros e aplicações no mercado financeiro).
O capital segue voraz e implacável nessas plagas. Na Ismália o lucro e a acumulação propiciadores de estilos de vida regados a luxo e desperdício são mantidos mediante o sanguessuguismo que também perpetra a desigualdade, a fome e a morte. Nisso os professores e técnico-administrativos das IFES parecem mais do que preparados para compreender. Por isso eles podem ensinar essa mazela, já que essa é uma lição que estamos escrevendo em nossa própria carne.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Sobre o livro que ensina falar errado

Wilson Correia

Não sou lingüista, mas também não sou adepto da hiperdisciplinaridade. Nessa condição, recentemente assisti, estupefato, à polêmica sobre se um livro que ensina as variações lingüísticas ensina o errado pelo certo. Foi desinformação, asneirice e muito ódio ideológico derramado nos canais da “grande mídia” (Sabemos bem de que lado ela está...).
Trata-se do livro “Por uma vida melhor”, da coleção “Viver, aprender” (Editora Global), de autoria de Heloísa Cerri Ramos. Consegui o tal livro. Li seu conteúdo no polêmico capítulo. Os lingüistas comprometidos com uma abordagem científica e sem neutralidade, mas a favor da pluralidade e do respeito aos diferentes, não viram nenhuma heresia nas linhas do citado livro. Também não consegui ver onde reside, no capítulo em questão, o tamanho perigo que assola a Língua Portuguesa.
Vi, sim, a velha batalha da “norma” contra a espontaneidade da língua. Uma rede de pesca com a ilusão de querer fazer o rio mudar o próprio curso e correr para cima. Tenho minhas dúvidas se o poder da gramática irá conseguir se impor como a língua certa, quando sabemos que ela aparece em um segundo momento para tentar controlar a fala das pessoas por meio de regras que todo mundo estuda para esquecer.
Mas essa certeza não me tira o receio. Em um mundo onde a Terra já foi o centro do universo e onde o ariano se fez o de raça pura, tenho lá minhas dúvidas se a aceitação da diferença encontra-se imune aos atentados hostis dos puristas da língua.
No mais, apenas o trecho de um livro que li há algum tempo me chega à memória. Ele diz: “... não é qualquer um que pode dizer a qualquer outro qualquer coisa em qualquer lugar e em qualquer circunstância. O discurso competente confunde-se, pois, com a linguagem institucionalmente permitida ou autorizada, isto é, com um discurso no qual os interlocutores já foram previamente reconhecidos como tendo o direito de falar e ouvir, no qual os lugares e as circunstâncias já foram predeterminadas para que seja permitido falar e ouvir e, enfim, no qual o conteúdo e a forma já foram autorizados segundo os cânones da esfera de sua própria competência” (CHAUÍ, M. de S. “Cultura e democracia: o discurso competente e outras falas”. São Paulo: Moderna, 2003, p. 7).
Que essa competência tirânica “autorizada” que infestou a “grande mídia” faça o favor de se desviar de mim quando resolver sair às ruas e ensinar que o que o povo fala é o erro, e que os intolerantes da elite ilustrada brasileira é que são os únicos autorizados a nos dizer como devemos dizer as coisas que dizemos para nos fazer entender e cultivar nossos projetos, sonhos, alegrias e decepções.

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Fonte: RL

Salário digno para professores

CFP pode ter seu primeiro Mestrado


UFRB submete cursos de pós-graduação à CAPES

Uma proposta foi feita pelo CFP

Amargosa, 26 de Julho de 2011
 
Três novas propostas de cursos de pós-graduação analisados pela Coordenadoria de Ensino de Pós-Graduação da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) foram submetidas à apreciação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC), por meio do Aplicativo para Propostas de Cursos Novos (APCN) 2011.
Uma dessas propostas é o Programa de Mestrado Multidisciplinar em Educação, Culturas e Sociedade, apresentado pelo Centro de Formação de Professores (CFP). Essa proposta foi feita por uma equipe de professores do CFP e tem como coordenador o Prof. Wilson Correia. Se recomendada pela CAPES, ampliará a oferta de cursos stricto senso (em nível de Mestrado Acadêmico) da UFRB.
Na avaliação que agora passa a ser feita pela CAPES, não só a pertinência da proposta (que deve harmonizar-se com a vocação institucional do CFP e com sua inserção local, regional, nacional e internacional) mas também a produção do corpo de professores integrantes do projeto de mestrado apresentado pesam sobremaneira. No que respeita a essa produção docente, o que conta são as publicações, as orientações e o tempo de experiência no magistério.
Por que é vital ao CFP ter um curso stricto sensu em nível de Mestrado Acadêmico? Porque ele consolida o que a Constituição Federal (Artigo 207) dispõe sobre o ensino universitário brasileiro, o qual deve ser fundamentado no tripé indissociável da pesquisa, ensino e extensão. Torçamos para que a CAPES reconheça que, apesar de os integrantes dessa proposta sermos novos (como instituição e como doutores) nossos esforços foram envidados no sentido de que queremos produzir, trabalhar em prol da universidade pública, plural, inclusiva, sem mensalidades e com a qualidade que deve marcar uma universidade socialmente referenciada.